Que cada nota desta canção seja uma oração de fé
de amor de união de cura e de unção
que eu ame ao meu irmão
como amastes tanto a mim
e mesmo assim quando olharem para mim
que possam enxergar somente a ti
importa é que tu cresças mas em mim.
Importa é que tu cresças e que eu desapareça
quando olharem para mim que vejam o amor
Importa é que tu cresças meu Senhor
(Davson Sobral)
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Sem Direção (Escrita a mais de um ano)
Vou estar onde a dor não pode mais me alcançar
Chegando lá receberei uma coroa das mãos do meu rei
Com meus irmãos nunca mais sofrerei
Inda me lembro daquele dia que tava sozinho com amente vazia
E como no mar de solidão eu era um barco sem direção
foi quando Jesus apareceu e essa promessa então me deu.
(Davson Sobral)
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Querida Morte
(esse poema transmite tanto sentimento que parece sair do papel..)
Ó amada minha, mãe de todos meus desejos,
Libertadora de todo meu sofrimento
Só tenho alegria no meu respirar porque sei que um dia irás me encontrar
Teus olhos de mistério despertam uma tormenta de luxúria em minha alma
Luxúria em conhecer-te, em navegar-te, em desvendar-te
Teus cabelos gris sem luz iluminam meus pensares
E eu fico a esperar paciente como se espera a uma mãe
Vem sem demora leva-me desse mundo imundo
Toma-me pela tuas mãos gélidas e pálidas
Abraça-me com a força de um leão
Beija-me e tira-me o que te dou de graça
A vida.
O REI, A RAINHA E A VIDA
(Esse conto é um dos que eu mais adimiro, é um pouco longo mas, vale a pena)
Uma noite dessas a caminhar na estrada,
Me surpreendo ao ver um casal de pedras rindo e sussurrando,
Fiquei ainda mais abismado ao perceber que o motivo do deboche era eu mesmo,
Me aproximei para tomar satisfações.
Ao chegar mais próximo uma das pedras gargalhou ainda mais alto.
Indignei-me e perguntei o que havia de errado...
Qual o sentido da sua vida, homem?
-Perguntou a pedra-
Não entendi?
-respondi eu-
Você vive por qual razão, humano?
-a outra pedra perguntou-me em ironia-
Pensei e pensei, e logo a pergunta
Bateu como um golpe em minha testa,
E não tendo o que responder devolvi na mesma moeda...
E você pedra, vive pra quê?
Foi quando ela disse:
Em primeiro lugar sou eterna nunca nasci.
Em segundo, existo pra firmar o chão que você e os outros seres vivos pisam.
E você?
-perguntou em deboches novamente-
Como eu não tinha o que responder,
dei às costas, e em meio à piadas voltei à estrada muito angustiado.
Seria eu a escória dos seres?
Pois até um verme encontra seu papel arando a terra, e eu?
Logo adiante encontrei um pequeno lago,
Olhei-me no reflexo do lago que parecia me dizer algo...
No silêncio da noite azul escutei essas frases que muito me comoveram:
“Perdoa por não ser eu tão sábia como o céu,
Céu que tudo sabe e tudo vê...
Perdoa por não ser eu tão humilde como a nuvem,
Nuvem que passa sem querer ser vista...
Perdoa, porque não consigo ser tão constante como o sol,
Sol que todos os dias amanhece e anoitece sem falta,
Perdoa, porque sou meramente substituível e quase nada.”
Escutando aquilo de minha própria alma
Saí logo de perto daquele lago,
não me contive e chorei, estaria ela certa?
Será que não existe razão na minha existencialidade?
Foi quando pensei...
Uma árvore vive centenas de anos.
Já um inseto, poucas semanas...
Será que a árvore acha sua vida longa?
Será que o inseto acha sua vida curta?
Ou será que para eles a vida tem o mesmo tamanho que tem pra mim?
É, mas isso não responde a minha pergunta inicial...
Por que eu vivo?
Percebo agora que até o tapete de meu quintal encontra
a perfeição de sua existência sujando-se com os sapatos,
Já um bom remédio, curando,
Já um bom veneno, matando.
E tenho certeza que essas coisas encontram o sentido de suas vidas, aperfeiçoando seus objetivos...
E eu?
Completando minha agonia, vejo que se eu banisse desse mundo
qualquer ser, haveria tal desequilíbrio,
Que afetaria tudo que eu conheço de mundo hoje.
Só que eu, como não tenho razão existencial,
posso desintegrar-me, que não afeto nada...
E nem precisarei ser motivo de piada de pedras.
Mas...
Agora tudo parece claro... Realmente eu não tenho razão de existência...
Eu sou a razão de tudo... Tudo existe pra mim...
Eu sou a razão, é obvio...
Se tudo que existe tem uma razão...
Não estaria existindo lá por acaso... Está lá por mim...
Eu sou o Observador... Sou eu que contemplo tudo...
Eu que admiro a vida das coisas...
Então eu tenho uma grande razão de existência agora:
A existência de tudo, sem mim tudo que existe não tem razão.
EU NÃO SOU SERVO, SOU REI.
Voltando lá na beira da estrada, onde as pedras estavam...
Não as encontrei,
Na verdade, de tão eufórico pela descoberta do meu reinado.
Acho nem as procurei direito...
Corri no pequeno lago pra contar as boas novas à minha alma,
Encontrei-a chorando...
- Não chore minha rainha, escute os pássaros,
Sinta o calor ameno do sol das cinco, já amanheceu...
Temos um longo e lindo dia pra cuidar de nosso reino,
Você e eu.
Davson Sobral
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
RECADO PRA VOCÊ LEITOR
1- VOCES PODEM USAR MEUS ESCRITOS COMO DESEJAREM TODOS SÃO REGISTRADOS E PATENTIADOS EM MEU NOME, DESDE QUE DIVULGEM O BLOG.
2- QUANDO UM POEMA MEU TIVER SIDO CRIADO NUMA DATA MENOR QUE 1 ANO, COLOCAREI A DATA JUNTO AO TÍTULO.
TODOS POEMAS SEM DATA FORAM ESCRITOS A MAIS DE 1 ANO
3- (MAIS IMPORTANTE) PAREM DE ME PERGUNTAR SE ESTOU PASSANDO POR PROBLEMAS EMOCIONAIS. NÃO SEJAM TOLOS, LEIAM "AUTOPSICOGRAFIA" DE FERNANDO PESSOA (tá no meu perfil de orkut) Obrigado.
Mensagem de um Pessimista
Aproveite o dia de hoje, não reclame, esteja grato, agradeça sempre,
não se incomode tanto com a prosperidade dos outros,
nem também com a falta do que você tanto almeja,
nem reclame pela estrada que você está seguindo,
não diga que as coisas andam ruins ou que você não está satisfeito...
Amanhã tenho certeza que você vai viver algo muito pior, ruim e triste
comparado a o que você vive hoje...
Por isso repito mais uma vez: aproveite bem o dia de hoje.
Davson Sobral
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
A NATUREZA DO SILÊNCIO
“Dedico esse poema ao maior barulho que já existiu,
tão alto que por mais longe que estivermos, dos outros e do mundo,
ainda sim o escutaremos. O Silêncio.” (Davson Sobral)
O Silêncio existe?
Silêncio é ausência de Barulho?
Ou Barulho é a ausência de Silêncio?
Seria o silêncio um tipo barulho?
É comprovado que inúmeras faixas sonoras são imperceptíveis ao ser humano...
Então o que é para mim silêncio pode ser barulho para um cachorro ou morcego.
Enquanto leio um livro...
Paro e escuto as máquinas a construir um edifício ao meu lado,
No começo, parece-me incômodo, depois percebo o barulho em curtos instantes,
Logo após, está ele imperceptível para minha mente ocupada com o livro.
E ainda mais, agora esse barulho ensurdecedor,
“apaga” os outros sons rua e da vizinhança
e torna-se pra mim até cômodo, parece com o silêncio de uma biblioteca...
Só que de repente quando ele cessa...
Levo um grande susto, (!!!)
Que ironia !!!
O silêncio me assustou como um grande barulho...
Concluo: Se existir um grande barulho como esse desde o início da minha existência,
nunca o perceberei, pelo menos até que ele pare.
Ora, se em apenas alguns minutos já deixei de escutá-lo,
Que dirá em anos?
Dizem que o mundo foi criado, se Ele foi criado como dizem,
Obviamente antes; não se existia barulho.
Pois, nem se quer existia-se algo,
Sendo assim, se algo existe realmente...
Esse algo é o silêncio.
Sempre existiu, habita entre nós, sempre existirá...
Até depois de nós; Ele ainda estará aqui.
Ele era antes desse poema e será ainda depois do ponto final.
E ainda só, pense comigo...
“NADA SE CRIA, TUDO SE TRANFORMA”
Sendo assim, se você fechar seus olhos agora e imaginar,
Uma coisa que você nunca imaginou,
Por exemplo:
Um cavalo branco com círculos pretos espalhados pelo corpo...
Onde estava esse cavalo antes de ser imaginado?
Na sua memória?
De maneira nenhuma!
Você nunca o tinha imaginado...
Onde ele estava então?
Ele era Silêncio.
Antes éramos Silêncio...
Agora somos barulho...
Breve seremos silêncio outra vez.
_______ DAVSON SOBRAL _______
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Vida de Verme!
[Um pouco de sarcasmo pra fazer vc pensar]
Antes só vivia triste
Triste com minha vida de verme
Mas, agora não.
Agora, não...
Vez por outra aparece alguém como eu por aqui.
Alguém que tem vida de verme como a minha.
Graças a Deus!
Assim eu posso me alegrar um pouco...
Fico rindo da desgraça de alguém...
Alguém que tem uma vida de verme como a minha.
Davson Sobral
Ela
[Realmente esse é um ótimo conto dá mesmo medo]
Dentre sombras e escombros ela vem,
me atordoa só de olhar...
me atordoa só de olhar...
Ao mesmo tempo seu olhar silencioso
me seduz e me encanta,
me seduz e me encanta,
Faz com que eu me entregue...
Mas nas sombras ela vive...
Então ela me leva até as sombras...
Naquela penumbra de árvores negras e gélidas
Mata virgem de cheiro forte que não sei de que é
Lá onde ela dorme, lá onde
não quero nem dizer como é
não quero nem dizer como é
Lá mesmo...
Se fazendo de luxúria me convida e eu vou de pura vontade
Vou escutando seu canto maligno
Canto que me dá medo e desejo
E andando nessa mata silenciosa
que nem pássaros tem,
que nem pássaros tem,
Apenas cigarras ensurdecedoras
incomodam meu pensar,
incomodam meu pensar,
É Ela que me encontra
E antes que eu grite aterrorizado com sua aparência,
Me arranca logo a língua, com suas unhas que mais parecem pequenas facas serrilhadas
Como eu ainda insisto em gritar
ela decide me calar...
ela decide me calar...
Com toda a calma e delicadeza de uma costureira costura meus lábios
Costura com apenas um fio de seus longos cabelos ásperos e espinhentos
E olha no fundo de meus olhos arregalados
Seus olhos são como vidro e cristal branco..
E sem pupilas ela enxerga tudo ao seu redor...
Enxerga na mais escura negridão da madrugada
E o que não enxerga ela escuta...
Feito isso ela arranca meus cabelos com suas unhas de serra e seus dentes..
Dentes que são negros e resistentes
como minério de chumbo
como minério de chumbo
São como os nossos dentes só que são maiores.
Depois de me deixar sem pêlo algum no corpo
Me banha com mel e lama
Me pendura em uma grande árvore
E faz com que os cupins me mordam
até eu desfalecer
até eu desfalecer
E com aqueles insetos em todas as partes de meu corpo encharcado de lama
Antes que eu morra ela me tira de lá
E me coloca em uma grande pedra amarrando-me com trepadeiras e cabelos
Dali ela fica a me admirar...
Cada gemido, cada estralo de
meus ossos a queimar no sol
meus ossos a queimar no sol
Cada erupção de sangue em minha pele já flácida
de tanto sofrimento
de tanto sofrimento
Pra Ela é um prêmio, medalha coisa valiosa
Mas ela não me mata, e nem me come
pois me quer podre
pois me quer podre
É isso que o desejo dela
Ela quer minha carne podre
E passados uma tarde e meia em fim morri.
_______ Davson Sobral________
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Caixa de Pandora (Em 20/08/10)
“A MELHOR MANEIRA DE SE ETERNIZAR UMA PESSOA,
PERDOEM-ME OS EGÍPICIOS,
TALVEZ NÃO SEJA A MUMIFICAÇÃO,
MAS SIM A CANETA E O PAPEL...
POIS, A MUMIFICAÇÃO MANTÉM MEU O CORPO INTACTO,
JÁ A CANETA ETERNIZA MINH'ALMA
NAS ENTRELINHAS DESSE ESCRITO
CONGELANDO MEUS SENTIMENTOS
E TODA A VIDA QUE HÁ NELES
COLOCANDO-OS EM UMA CAIXA DE PANDORA
E TODA A VIDA QUE HÁ NELES
COLOCANDO-OS EM UMA CAIXA DE PANDORA
DANDO-ME SUA CHAVE PARA QUE SÓ EU
E NINGUÉM MAIS POSSA ABRIR E RESSENTI-LOS
ISSO É UM REINO ONDE O TEMPO NÃO ALCANÇA
É UMA CHAVE QUE O TEMPO NÃO POSSUI...
POR ISSO EU ESCREVO.”
domingo, 26 de dezembro de 2010
Morre Homem, Nasce Poeta
Verso único morte, Único Verso forte,
Verso perverso se faz Querubim
Me deixa disperso, destrói minha sorte
Dizendo que é anjo me dá passaporte
Passagem de ida ao grande universo
Me dá duas asas, faz-me pássaro forte
Me ensina a voar, mas não a pousar
Querubim nada, ele é anjo da morte
Forte nada, me escraviza e me destorce
Quis provar do mar desse verso,
Fruta proibida desde o começo,
Achei que provar do mar e conhecê-lo era progresso
Progresso nada, esse mar me puxou, me deixou submerso
Oh! Anjo maldito me deixa voltar
Quero olhar a Lua e não poetizar
Pois naquele único verso, caminho sem fim
Achei universo perdido em mim
Um verso possesso que se fez Querubim
Me ensinou a Ver como Poetas vêem
Me ensinou a Pensar como Poetas pensam
Me ensinou Chorar como Poetas choram
Mas não me deu o sorriso, Porque os Poetas não o têm
Olho o Mar e vejo um amigo
Como não ser um Poeta agora?
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