quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

RECADO PRA VOCÊ LEITOR

1- VOCES PODEM USAR MEUS ESCRITOS COMO DESEJAREM TODOS SÃO REGISTRADOS E PATENTIADOS EM MEU NOME, DESDE QUE DIVULGEM O BLOG.
2- QUANDO UM POEMA MEU TIVER SIDO CRIADO NUMA DATA MENOR QUE 1 ANO, COLOCAREI A DATA JUNTO AO TÍTULO.
TODOS POEMAS SEM DATA FORAM ESCRITOS A MAIS DE 1 ANO
3- (MAIS IMPORTANTE) PAREM DE ME PERGUNTAR SE ESTOU PASSANDO POR PROBLEMAS  EMOCIONAIS. NÃO SEJAM TOLOS, LEIAM "AUTOPSICOGRAFIA" DE FERNANDO PESSOA (tá no meu perfil de orkut) Obrigado.
Mensagem de um Pessimista

Aproveite o dia de hoje, não reclame, esteja grato, agradeça sempre,
 não se incomode tanto com a prosperidade dos outros,
nem também com a falta do que você tanto almeja,
 nem reclame pela estrada que você está seguindo,
 não diga que as coisas andam ruins ou que você não está satisfeito...
Amanhã tenho certeza que você vai viver algo muito pior, ruim e triste
 comparado a o que você vive hoje...
Por isso repito mais uma vez: aproveite bem o dia de hoje.
Davson Sobral

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A NATUREZA DO SILÊNCIO



“Dedico esse poema ao maior barulho que já existiu,
tão alto que por mais longe que estivermos, dos outros e do mundo,
                              ainda sim o escutaremos. O Silêncio.”          (Davson Sobral)

  O Silêncio existe?
 Silêncio é ausência de Barulho?
Ou Barulho é a ausência de Silêncio?
Seria o silêncio um tipo barulho?
É comprovado que inúmeras faixas sonoras são imperceptíveis ao ser humano...
Então o que é para mim silêncio pode ser barulho para um cachorro ou morcego.
Enquanto leio um livro...
Paro e escuto as máquinas a construir um edifício ao meu lado,
No começo, parece-me incômodo, depois percebo o barulho em curtos instantes,
Logo após, está ele imperceptível para minha mente ocupada com o livro.
E ainda mais, agora esse barulho ensurdecedor,
 “apaga” os outros sons rua e da vizinhança
 e torna-se pra mim até cômodo, parece com o silêncio de uma biblioteca...
Só que de repente quando ele cessa...
Levo um grande susto, (!!!)
Que ironia !!!
O silêncio me assustou como um grande barulho...
Concluo: Se existir um grande barulho como esse desde o início da minha existência,
 nunca o perceberei, pelo menos até que ele pare.
Ora, se em apenas alguns minutos já deixei de escutá-lo,
Que dirá em anos?
Dizem que o mundo foi criado, se Ele foi criado como dizem,
Obviamente antes; não se existia barulho.
Pois, nem se quer existia-se algo,
Sendo assim, se algo existe realmente...
 Esse algo é o silêncio.
Sempre existiu, habita entre nós, sempre existirá...
Até depois de nós; Ele ainda estará aqui.
Ele era antes desse poema e será ainda depois do ponto final.
E ainda só, pense comigo...
“NADA SE CRIA, TUDO SE TRANFORMA”
Sendo assim, se você fechar seus olhos agora e imaginar,
Uma coisa que você nunca imaginou,
Por exemplo:
Um cavalo branco com círculos pretos espalhados pelo corpo...
Onde estava esse cavalo antes de ser imaginado?
Na sua memória?
De maneira nenhuma!
Você nunca o tinha imaginado...
Onde ele estava então?
Ele era Silêncio.
Antes éramos Silêncio...
Agora somos barulho...
Breve seremos silêncio outra vez.

_______ DAVSON SOBRAL _______

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Vida de Verme!

             [Um pouco de sarcasmo pra fazer vc pensar]

Antes só vivia triste
Triste com minha vida de verme
Mas, agora não.
Agora, não...
Vez por outra aparece alguém como eu por aqui.
Alguém que tem vida de verme como a minha.
Graças a Deus!
Assim eu posso me alegrar um pouco...
Fico rindo da desgraça de alguém...
Alguém que tem uma vida de verme como a minha.
Davson Sobral

Ela

[Realmente esse é um ótimo conto dá mesmo medo]

Dentre sombras e escombros ela vem, 
me atordoa só de olhar...
Ao mesmo tempo seu olhar silencioso 
me seduz e me encanta,
Faz com que eu me entregue...
Mas nas sombras ela vive...
Então ela me leva até as sombras...
Naquela penumbra de árvores negras e gélidas
Mata virgem de cheiro forte que não sei de que é
Lá onde ela dorme, lá onde 
não quero nem dizer como é
Lá mesmo...
Se fazendo de luxúria me convida e eu vou de pura vontade
Vou escutando seu canto maligno
Canto que me dá medo e desejo
E andando nessa mata silenciosa 
que nem pássaros tem,
Apenas cigarras ensurdecedoras 
incomodam meu pensar,
É Ela que me encontra
E antes que eu grite aterrorizado com sua aparência,
Me arranca logo a língua, com suas unhas que mais parecem pequenas facas serrilhadas
Como eu ainda insisto em gritar 
ela decide me calar...
Com toda a calma e delicadeza de uma costureira costura meus lábios
Costura com apenas um fio de seus longos cabelos ásperos e espinhentos
E olha no fundo de meus olhos arregalados
Seus olhos são como vidro e cristal branco..
E sem pupilas ela enxerga tudo ao seu redor...
Enxerga na mais escura negridão da madrugada
E o que não enxerga ela escuta...
Feito isso ela arranca meus cabelos com suas unhas de serra e seus dentes..
Dentes que são negros e resistentes 
como minério de chumbo
São como os nossos dentes só que são maiores.
Depois de me deixar sem pêlo algum no corpo
Me banha com mel e lama
Me pendura em uma grande árvore
E faz com que os cupins me mordam 
até eu desfalecer
E com aqueles insetos em todas as partes de meu corpo encharcado de lama
Antes que eu morra ela me tira de lá
E me coloca em uma grande pedra amarrando-me com trepadeiras e cabelos
Dali ela fica a me admirar...
Cada gemido, cada estralo de 
meus ossos a queimar no sol
Cada erupção de sangue em minha pele já flácida
de tanto sofrimento
Pra Ela é um prêmio, medalha coisa valiosa
Mas ela não me mata, e nem me come 
pois me quer podre
É isso que o desejo dela
Ela quer minha carne podre 
    E passados uma tarde e meia em fim morri.    
_______ Davson Sobral________      

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Caixa de Pandora (Em 20/08/10)

“A MELHOR MANEIRA DE SE ETERNIZAR UMA PESSOA,
PERDOEM-ME OS EGÍPICIOS,
TALVEZ NÃO SEJA A MUMIFICAÇÃO,
MAS SIM A CANETA E O PAPEL...
POIS, A MUMIFICAÇÃO MANTÉM MEU O CORPO INTACTO,
JÁ A CANETA ETERNIZA MINH'ALMA 
NAS ENTRELINHAS DESSE ESCRITO
CONGELANDO  MEUS SENTIMENTOS 
E TODA A VIDA QUE HÁ NELES   
COLOCANDO-OS EM UMA CAIXA DE PANDORA
DANDO-ME SUA CHAVE PARA QUE SÓ EU 
E NINGUÉM MAIS POSSA ABRIR E RESSENTI-LOS
ISSO É UM REINO ONDE O TEMPO NÃO ALCANÇA
É UMA CHAVE QUE O TEMPO NÃO POSSUI...
POR ISSO EU ESCREVO.”

domingo, 26 de dezembro de 2010

Morre Homem, Nasce Poeta


Verso único morte, Único Verso forte,
Verso perverso se faz Querubim
Me deixa disperso, destrói minha sorte
Dizendo que é anjo me dá passaporte
Passagem de ida ao grande universo
Me dá duas asas, faz-me pássaro forte
Me ensina a voar, mas não a pousar
Querubim nada, ele é anjo da morte
Forte nada, me escraviza e me destorce
Quis provar do mar desse verso,
Fruta proibida desde o começo,
Achei que provar do mar e conhecê-lo era progresso
Progresso nada, esse mar me puxou, me deixou submerso
Oh! Anjo maldito me deixa voltar
Quero olhar a Lua e não poetizar
Pois naquele único verso, caminho sem fim
Achei universo perdido em mim
Um verso possesso que se fez Querubim
Me ensinou a Ver como Poetas vêem
Me ensinou a Pensar como Poetas pensam
Me ensinou Chorar como Poetas choram
Mas não me deu o sorriso, Porque os Poetas não o têm
Olho o Mar e vejo um amigo
Como não ser um Poeta agora?